Biscoito de Aveia com Chocolate

Ei pessoal,

agora que me libertei da necessidade de colocar fotos em todos os meus posts, estou aqui cheia de experiências para relatar…

Resolvi postar primeiro pra vocês uma receita que eu já perdi a conta de quantas vezes copiei ou imprimi, a de Biscoito de Aveia com Chocolate. Acho que depois das duas primeiras cópias achei melhor digitar porque ia me poupar mais tempo e não deu outra. O bom dessa receita é que cada um que pega muda uma coisa e me fala como ficou legal. Minha mãe colocou ameixa e damasco que ela adora, meu irmão aumentou a dose de chocolate e por aí vai… A receita original eu tirei de uma edição da Máxima Receitas de setembro de 2010.

Aí vai:

Ingredientes:

2 xícaras (chá) de aveia em flocos

1 xícara (chá) de açúcar refinado

1 xícara (chá) de farinha de trigo

1 colher (chá) de fermento em pó

2 ovos

1 colher (sopa) de essência de baunilha

1 xícara (chá) de gotas de chocolate

1 pitada de sal

Preparo:

Junte a aveia, o açúcar, a farinha e o fermento em uma vasilha e acrescente a margarina e os ovos. Mexa bem até a massa ficar homogênea. Junte a essência e as gotas de chocolate e misture. Com uma colher de sopa, retire porções de massa e as disponha em  uma assadeira grande untada e enfarinhada, deixando espaço de 3 cm entre os biscoitos. Asse até dourar e sirva.

O segredo aqui é aquele de sempre. Se colocar mais margarina ele esparrama na forma e fica mais macio. Se diminuir a margarina ele fica mais massudo e crocante. Ainda não fiz experiências colocando frutas ou mudando muito os ingredientes porque meu público alvo A-DO-RA desse jeito.

Voltando…

A proposta dessa joça, digo, desse blog era mostrar os desastres as experiências efetivas que eu tivesse na cozinha… Quando eu digo mostrar, era mostrar mesmo… fotinhos de todas as etapas e tudo mais. Meu notebook não concordou com isso e não lê mais cartão SD, não aceita fazer download das fotos da câmera, ou seja, greve geral. A pateta aqui pessoa que vos fala ficou muito triste e interrompeu as atividades… mas daí repensei! As tentativas na minha cozinha continuam de vento em popa! Nesse período fiz pão de iogurte, cheesecake de goiabada, baba ganoush, bolo peteleco e mais não sei quantas outras coisas… Daí vou postar as receitinhas e quando a situação notebookistica se normalizar eu volto a postar as fotos. (Vou inclusive contar como uma bola de futebol foi parar em cima do cheesecake!)

Peanut Butter

Estava eu conversando com um amigo canadense que também tenta se entender com a cozinha quando ele me falou sobre uma receita de Peanut Butter Cookies… e eu imediatamente fiquei com vontade de fazer… Adoro amendoim… de todos os jeitos e formas… gosto até de cajuzinho… e da farofa do Sundae do McDonald’s… paçoca, pé de moleque…
Só tinha um pequeno problema… como eu vou fazer Peanut Butter Cookies sem Peanut Butter? Daí eu pensei bem rapidinho que poderia fazer a tal Peanut Butter… como sempre procurei online e achei aqui! No fim, acabei usando somente os preceitos básicos da receita e mudando todo o resto… porque a receita manda usar amendoins com casca e isso é mais difícil de achar por aqui do que o próprio peanut butter… e porque os deuses do amendoim estavam comigo no dia das compras eu consegui achar um amendoim que já vinha torrado e moído… então eu nem precisei de bater nada… basicamente misturei os ingredientes e voilá!

Daí a minha mistura ficou assim:

200g de amendoim torrado e moído

1/2 colher de sopa de sal

1 colher de sopa bem cheia de açúcar

30 ml de óleo de canola

Então… não se irrite, mas eu tenho uma certa aversão por usar óleo na minha cozinha… Eu sempre uso azeite ou margarina… Tá, eu sei que é tudo gordura do mesmo jeito mas não consigo superar esse detalhe… Como eu não podia nem pensar em usar azeite aqui eu derreti 50g de margarina e coloquei na mistura… mas a receita original diz óleo de canola…

Como meus ingredientes estavam todos bonitinhos só fiz misturar em uma vasilha:

No fim, ficou meio durinho mas na verdade eu não tenho a menor idéia de como é a consistência do Peanut Butter original.. só imagino que seja mais molinho porque vejo os americanos passarem no pão nos filmes… a minha receita aqui ficou meio tijolo pra passar no pão… mas acho que vai funcionar perfeitamente para o Cookie… O dono da receita original diz que dá pra guardar até dois meses se armazenado em recipiente sem ar… acho que não vou demorar tanto pra fazer o Cookie, mas ainda tenho que traduzir a receita, então vai ter que ficar para o próximo post… Até mais!

Lasanha aos Quatro Queijos

Parte do meu público alvo fez aniversário no fim de semana. E assim como em todos os aniversários, sempre temos um pedido especial… e no meu caso foi Lasanha aos Quatro Queijos. Eu sempre fui uma garota mais Bolonhesa, mas chegou a hora de testar novas fronteiras…

Meus livrinhos aqui não tinham uma receita empolgante então fui procurar online, e achei aqui. Claro que eu tive que fazer algumas adaptações… Não acho que exista uma receita que eu tenha seguido exatamente à risca na vida… mas o preparo foi absurdamente fácil e interessante, porque já tenho várias idéias para as próximas lasanhas quatro queijos… Vamos lá:

Ingredientes
. 500g de massa de lasanha cozida
. 700g de mussarela ralada
Molho:
. 3 colheres (sopa) de manteiga
. 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
. 3 xícaras (chá) de leite
. 30g de queijo gorgonzola esfarelado
. 150g de queijo provolone ralado
. 50g de queijo parmesão ralado
. 1 lata de creme de leite

Modo de preparo
1. Prepare o molho: em uma panela, doure a farinha com a manteiga. Espere amornar.
2. No liquidificador, bata a mistura de farinha e manteiga, o leite, o gorgonzola, o provolone, o parmesão e o creme de leite.
3. Transfira para uma panela e leve ao fogo brando, mexendo sempre até engrossar.
4. Em um refratário, alterne camadas de massa, molho e mussarela.
5. Termine com molho, polvilhe queijo parmesão e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC até derreter o queijo e dourar.

O molho ficou com um aroma delicioso e não demorou nadinha pra engrossar.

Mas em relação aos ingredientes, como falei, rolou aquela adaptada básica… Diminuí o gorgonzola de 50g para 30g pra não afetar os paladares pequenos, e pra compensar isso aumentei a quantidade de provolone de 100g para 150g por duas razões: primeiro pra compensar a ‘perda’ do gorgonzola, coitado, e depois porque eu gosto mesmo… simples assim… E o mais importante… aumentei a quantidade original de 250g de mussarela (ou é muçarela?) para 700g porque usei ralada ao invés de fatiada e fiquei achando que era bem pouquinho… queria uma coisa mais queijuda…se é que você me entende…

Antes de ir ao forno, a lasanha ficou assim:

E depois de sair do forno, ela ficou assim:

Depois de tudo pronto, comido e feliz, me restaram algumas reflexões…. Eu poderia ter deixado a quantidade original do gorgonzola porque o público alvo não teria se incomodado… Comprei o gorgonzola mais branquinho que vi no mercado e o resultado foi que o molho ficou com cheiro de gorgonzola mas o gosto mesmo desapareceu… Em relação ao provolone, meu favorito de todos os tempos… ele também desapareceu, apesar de eu ter aumentado sua quantidade… ainda não sei porque isso aconteceu, mas com certeza vou perguntar aos deuses queijeiros e quando tiver alguma resposta, eu aviso…

Outro detalhe é que meu forno é elétrico… daí eu esqueci de ligar o ‘dourador’ em tempo hábil e quando me lembrei do pequeno detalhe ele não conseguiu fazer o serviço antes de criar umas crostinhas no fundo do refratário… não chegou a queimar e as crostinhas fizeram muitas pessoas felizes.

Projeto para o futuro… fazer uma tentativa aumentando o gorgonzola e outra tentativa aumentando o provolone… Acho que não vou precisar esperar até os próximos aniversários pra isso… Veremos nas cenas do próximos capítulos…

Livros novos!

Sabe aquelas lojas online que guardam suas preferências quando você faz uma compra? E depois ficam te enviando ofertas relacionadas ao assunto do seu interesse? Então, odeio elas… odeio todas elas…

Estava eu calma e tranquilamente nos meus afazeres e de repente recebo um email dizendo que os livros de culinária estão com 30% de desconto… Não, pensei, não preciso de mais livros de culinária agora… Ainda não consegui aproveitar de fato os que já tenho e talz… ah, mas não custa nada dar uma olhadinha, não é? Aham, tá.

Como já era de se esperar, acabei não resistindo e comprei dois. O primeiro foi o “Larousse da Cozinha do Mundo”, Europa  e Escandinávia, e o segundo foi a coleção com “As grandes receitas de Ofélia” com 12 voluminhos. Chegaram na hora que eu estava saindo para levar a parte pequena do público alvo na escola de Inglês. Depois eu ia no supermercado fazer umas comprinhas pra semana… mas não tive coragem… voltei pra casa correndo e deixei o supermercado para depois.

Ainda estou vasculhando, lendo e cheirando todos eles… mas já percebi que são de safras diferentes. A coleção da Ofélia é uma literatura básica… receitinhas e mais receitinhas, umas comuns outras diferentes, mas tudo muito direto ao ponto. Nada em relação aos alimentos em si, nenhuma instrução de preparação, nenhuma explicação de efeitos nem nada. O outro, ah sim, é um livro de Gastronomia… ainda não li tudo, mas a parte de queijos é fantástica… fala sobre os produtos típicos de cada país, do costume gastronômico local… A seleção de países é a seguinte: França, Grã-Bretanha e Irlanda, Holanda, Bélgica e Luxemburgo, Suíça, Alemanha e Áustria e completando com a Escandinávia como um todo. Fiquei triste de não ver a Itália dentre a seleção mas depois percebi que tem outro volume que trata do Mediterrâneo e Europa Central, que vai já já pra minha lista de ‘Eu quero’.

Algumas receitas eu não me vejo fazendo de jeito nenhum, tipo “Arraia na manteiga”, mas isso é hoje… Quem sabe como vão estar meu paladar e minhas habilidades culinárias daqui a algum tempo?

À medida que for lendo ou fazendo as receitas dos dois, volto aqui pra comentar mais… por agora… vou terminar esse post e voltar pros meus livros. =)

Torta Alemã parte 2 – desastre e revanche

Fiz a cobertura da torta no dia seguinte depois que cheguei do trabalho… mas demorei pra postar aqui pra tentar me recuperar da decepção… lembra que eu falei que achava que não tinha dado certo por causa do açucar cristal? Então, acho que não foi essa exatamente a causa… porque quando eu fui colocar a mistura no refratário eu vi que estava com uns gominhos… e tenho quase certeza que eles não eram pra estar ali… dá uma olhada:

Pois é… após muito pensar e refletir sobre ‘onde foi que eu errei dessa vez’, cheguei a conclusão que a culpa não era do açúcar, coitado… era minha mesmo… porque acho que não mexi tudo direito e não ‘incorporei’ os ingredientes (pra usar o termo culinário)… Não usei batedeira.. normalmente faço meus bolos à mão e nem comprei batedeira ainda, mas acho que subestimei essa mistura de manteiga, açucar e creme de leite… deveria ter batido até ficar com os braços doendo…

Bom, passei pra parte da cobertura e derreti o chocolate com o creme de leite em banho maria exatamente como mandava o figurino… essa parte deu certo… mas como era pra cobrir a torta toda e no meu refratário ela só ia ficar em cima, acabou dando uma cobertura de quase um dedo de chocolate… Tenho certeza que o público alvo não vai reclamar dessa parte.

Esperamos o tempo regulamentar pra tirar da geladeira e experimentar a coisa toda… daí sabe o que eu descobri?  Se não der certo na carreira e não aprender a cozinhar pelo menos posso tentar prever o futuro… porque a parte branca da torta de fato não endureceu… e se eu tivesse desenformado teria virado um blob sem forma… como eu fui esperta e deixei na assadeira eu pude disfarçar e deixar meu orgulho intacto (ou quase).

Essa é a parte do desastre… a parte branca ficou cheia de granulos e molenga… mas aí, meus amigos, entra a parte da revanche…. como eu vi que a torta ia ficar triste e perdida lá na geladeira e o público alvo não ia dar muita bola, resolvi fazer uma tentativa desesperada… E se eu colocasse no congelador? ela ia ficar durinha e ninguém ia notar que estava desmilinguindo… qual não foi a minha surpresa quando abrimos o congelador no outro dia e resolvemos provar… A torta estava beeeem melhor que antes… Não ficou exatamente congelado, mas ficou com uma textura de pavê, geladinho e bem gostoso…

Acho que é um crime chamar isso de Torta Alemã… mas pelo menos eu aprendi várias coisas… e me lembrei de uma entrevista que vi com o Jamie Olivier uma vez e ele dizia que as pessoas tinham uma idéia errada do que era ser um chef… e que só porque o cara era bom na cozinha não significava que ele nunca tinha estragado uma receita… ou que não tinham que tentar várias vezes pra fazer determinadas receitas darem certo, igual a nós, simples mortais… Ele dizia que as pessoas tinham que aprender com os erros e tentar de novo… porque a reação natural da maioria de nós é simplesmente deixar pra lá e assumir que não sabemos cozinhar…

Então, mais uma vez, lição registrada: Respirar, e tentar de novo outro dia.

P.S. Just for the record, da última vez que abri o congelador ela tinha ido até a metade… aparentemente o congelador salvou a torta no entender do público alvo. :)

Primeira tentativa… Torta Alemã parte 1

Bom, pra começar a postar no blog eu queria fazer uma de minhas sobremesas favoritas: Torta Alemã!

Fui procurar nos meus livros e tal não foi a minha surpresa ao descobrir que não existe a receita em nenhum livro da minha vasta biblioteca culinária (4 livros, 4 bons livros)… daí não me restou alternativa a não ser procurar na internet… Nas minhas pesquisas achei duas receitas que me pareceram valer a pena… a primeira no site da Nestlé e a outra no blog da Raquel Hering que tem até um vídeo em que ela explica a receita… Escolhi testar a receita da Nestlé primeiro porque era mais simples (preguiça!). A receita original era assim:

Ingredientes

  • 200 g de manteiga sem sal
  • 1 xícara (chá) de açúcar
  • 1 lata de Creme de Leite NESTLÉ®
  • 1 pacote e meio de Biscoito COMBINA COM Leite e Mel
  • meia xícara (chá) de leite
  • Cobertura
  • 1 tablete de NESTLÉ CLASSIC® Meio Amargo
  • 1 lata de Creme de Leite NESTLÉ®

O troço não envolve fogão, forno ou coisas complicadas, então não tem jeito de dar errado, não é? er… Eu sou uma pessoa original, o que eu vou fazer? Faço coisas que nunca dão errado… darem errado algum dia… enfim…

O primeiro tropeço, creio eu, foi que a receita diz uma xícara de chá de açúcar… como aqui em casa só tem xícara jumbo eu brilhantemente fui lá no conversor de medidas e vi que dá 180g…  maravilha… pesei e até peneirei pra colocar na vasilha… até aí um orgulho imenso dentro do meu ser… até eu me dar conta de que a receita provavelmente queria dizer açúcar ‘refinado’.. porque acho que aqueles granulozinhos não eram pra estar ali…tudo bem que isso pode parecer muito básico, mas aprendi duas coisas hoje. Primeiro que eu sou mesmo muito básica… Segundo que quando a receita disser simplesmente açúcar, vou procurar saber se é cristal ou refinado…

A partir daí meu nível de confiança tinha baixado muito e não tive coragem de forrar o refratário com papel alumínio pra desenformar depois…vai que o troço não endurece do jeito que era e a torta se desmantela? Resolvi deixar no refratário mesmo, porque meu público alvo aqui de casa é assim: se a coisa ficar ruim ninguém nem se atreve a olhar… se ficar bom comem até a vasilha… então achei que não tinha problema com esse detalhe… Daí como são dez da noite de um domingo… vou deixar a torta pela metade na geladeira e amanhã derreto o chocolate e faço a cobertura…

Amanhã eu posto as fotos do processo… Hoje eu não estou conseguindo fazer o meu lindo notebook ler o cartão SD… tudo bem… amanhã é outro dia…

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